De acordo com a BBC, "Conselho de Paz e Segurança da União Africana, reunido na capital da Etiópia, a cidade de Addis Abeba, decidiu que o que se passou em Madagáscar pode ser considerado um golpe de Estado.
O Tribunal Constitucional de Madagáscar endossou a tomada do poder pelo antigo presidente da câmara de Antananarivo, a capital.
Contudo, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana decidiu que isso não fazia qualquer diferença.
O Tribunal Constitucional de Madagáscar endossou a tomada do poder pelo antigo presidente da câmara de Antananarivo, a capital.
Contudo, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana decidiu que isso não fazia qualquer diferença.
'Golpe de estado'
A constituição malgaxe preconiza que no caso do presidente resignar quem o substitui é o Presidente da assembleia que deverá convocar eleições num prazo legalmente estabelecido e não transferi-lo para uma junta militar que, por sua vez o transfere para uma terceira pessoa.(Tomás Salomão, o Secretário-executivo da SADC)
Para o Conselho, o que se passou foi um acto inconstitucional que pode ser considerado um golpe de Estado. Por essa razão decidiu suspender a participação de Madagáscar de todas as estruturas e órgãos da União Africana. Entra agora em vigor um processo formal, com a concessão às novas autoridades malgaxes de um prazo de seis meses para voltar à ordem constitucional.
Se Madagáscar não cumprir com o prazo estabelecido, então a União Africana poderá impor sanções – normalmente aplicadas a membros do novo governo instalado em Antananarivo.
Inconstitucional
Ontem, a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, SADC, anunciou formalmente que não reconheceria as novas autoridades malgaxes.
Em declarações à BBC, o Secretário-executivo da SADC, o moçambicano Tomás Salomão, disse-nos o que estabelecem as leis de Madagáscar "a constituição malgaxe preconiza que no caso do presidente resignar quem o substitui é o Presidente da assembleia."
Segundo acrescentou "este deverá convocar eleições num prazo legalmente estabelecido e, não transferi-lo para uma junta militar que, por sua vez o transfere para uma terceira pessoa.”
O Presidente Marc Ravalomanana demitiu-se na última quarta-feira quando o exército lhe retirou o seu apoio depois de várias semanas de distúrbios e endossou o líder da oposição, Andry Rajoelina, que liderou a campanha anti-presidencial. Nos últimos dois dias, a seguir à sua confirmação pelo Tribunal Constitucional, Rajoelina suspendeu o Parlamento e estabeleceu duas estruturas de transição para dirigir Madagáscar"
