terça-feira, 3 de março de 2009

deacodo com o Jornal noticias (na sua ediacao de 03/03/2009), "um porta-voz do Exército disse que “Nino” Vieira, de 69 anos, teria sido morto a tiro quando tentava fugir da sua casa, que estava sendo atacada. A residência do presidente foi em seguida saqueada pelos soldados. As primeiras imagens que rapidamente fizeram as manchetes de alguns canais de televisão do mundo mostravam um cenário de uma residência escaqueirada e com o mobiliário destruído ou simplesmente revolvido dos seus habituais lugares, para além de diversos artigos de ornamentação que foram caindo pelo quintal fora ao ser provavelmente roubados pelos assaltantes.
Momentos antes da consumação da tragédia, alguns sectores influentes das hierarquias militares haviam responsabilizado o Presidente “Nino” pela morte do chefe do Estado-Maior General.
“Ele era um dos principais responsáveis pela morte de Tagme Na Waie”, afirmou o chefe militar responsável pelas Relações Exteriores, o coronel Zamora Induta. “Agora o país vai avançar. Este homem bloqueava tudo neste pequeno país”, completou o oficial, numa clara alusão ao presidente assassinado.
Entretanto, sobre o paradeiro da primeira-dama guineense, Isabel Vieira, uma fonte diplomática em Bissau afiançou que ela está viva e em lugar seguro.
“Nino” Vieira controlou a Guiné-Bissau por quase 23 anos. Ele tinha sido reeleito para a Presidência daquele país da África Ocidental em 2005, após passar sete anos fora do poder, em Portugal.. “Nino” havia sido deposto durante uma guerra civil que durou 11 meses.
Em 23 de Novembro último um grupo de militares atacou a residência de “Nino”, numa acção em que morreram dois seguranças.
A Guiné-Bissau tem um longo historial de golpes e motins desde que se tornou independente, em 1974. O próprio “Nino” chegara ao poder através de um golpe de Estado em que derrubou Luís Cabral.
Nos últimos anos o país tornou-se uma rota do tráfico de drogas da América Latina para a Europa, o que, na opinião dos analistas, contribui ainda mais para abalar as já fragilizadas instituições estatais."

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